Direito Internacional

Quanto Custa e Quanto Tempo Demora uma Homologação?

O custo não é um valor único: soma taxas, tradução, apostila e honorários. Entenda o que entra na conta e o que faz o processo demorar mais.
Resumo rápido

O custo não é um valor único: soma taxas, tradução, apostila e honorários.

Pelo cartório costuma sair bem mais barato que pelo processo no STJ.

O prazo muda muito se a outra parte discordar do pedido.

A tradução juramentada é cobrada por página e pesa no total.

A análise inicial é o que permite prever o custo do seu caso.

Neste artigo
  1. O que entra na conta
  2. Cartório ou STJ: a escolha que mais pesa no bolso
  3. Quanto tempo demora
  4. O que encarece e o que atrasa
  5. Dá para saber o valor antes de começar?
  6. E se eu deixar como está?
  7. Perguntas frequentes

O que entra na conta

Não existe um preço único para regularizar uma decisão estrangeira no Brasil, e desconfie de quem promete um valor fechado antes de olhar o seu documento. O custo total é a soma de partes diferentes, cobradas por pessoas diferentes:

  • Apostila no país de origem: paga à autoridade do país onde o documento foi feito. O valor varia de país para país.
  • Tradução juramentada: cobrada por página (ou por lauda) pelo tradutor público. Documento longo custa mais.
  • Taxas do tribunal: quando o caso vai ao STJ, há as custas do processo.
  • Emolumentos do cartório: quando o caminho é o registro em cartório, há a taxa da serventia, definida por tabela estadual.
  • Honorários do advogado: variam conforme a complexidade do caso e o trabalho envolvido.

Por isso, dois casos aparentemente parecidos podem ter custos bem diferentes — o que muda é o caminho, o tamanho da documentação e o país de origem.

Sede do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília

Cartório ou STJ: a escolha que mais pesa no bolso

De todos os fatores, o que mais mexe no valor final é saber qual caminho o seu caso segue:

Registro em cartório

Quando a decisão pode ser levada direto ao cartório — caso do divórcio consensual que apenas encerrou o casamento —, não há processo judicial. Sai bem mais barato e mais rápido, e a norma nem exige advogado.

Processo no STJ

Quando é preciso homologar, existe um processo judicial em Brasília, com custas e honorários. É mais caro, mas em muitos casos é o único caminho possível.

Ou seja: antes de falar de preço, faz sentido descobrir por qual porta o seu caso passa. Não é raro alguém se preparar para um processo caro e descobrir que resolve no cartório.

Quanto tempo demora

Também aqui a resposta honesta é: depende. Mas dá para entender a lógica dos prazos:

  • Pelo cartório é o caminho mais rápido, porque não há processo judicial. O tempo maior costuma ser o de reunir apostila e tradução.
  • No STJ, sem discordância da outra parte, o pedido é decidido pela Presidência do tribunal e tende a correr melhor.
  • No STJ, com discordância, o caso passa a ser julgado por um grupo de ministros — o que naturalmente alonga o prazo.
  • Quando a outra parte mora no exterior e precisa ser avisada, esse aviso pode levar bastante tempo.

Preferimos não prometer prazos em meses porque isso varia com o volume de trabalho do tribunal e com o seu caso concreto. O que dá para afirmar é o que mais influencia: documentação completa e ausência de conflito encurtam o caminho.

O que encarece e o que atrasa

Na prática, alguns pontos aparecem repetidamente como causa de custo e demora extra:

  • Documentação incompleta, que gera exigências e obriga a providenciar papéis no meio do caminho.
  • Tradução feita fora do padrão exigido, que precisa ser refeita por tradutor juramentado.
  • Apostilar depois de traduzir — assim a apostila fica de fora da tradução e o serviço se repete.
  • Dificuldade de localizar a outra parte no exterior.
  • Discordância da outra parte, que transforma um pedido simples em um processo disputado.

Repare que quase tudo nessa lista é evitável com preparo. É por isso que a etapa de análise, antes de gastar com tradução e taxas, costuma sair mais barata do que corrigir depois.

Dá para saber o valor antes de começar?

Dá — depois de olhar o documento. Com a decisão estrangeira em mãos, é possível identificar o caminho (cartório ou STJ), contar quantas páginas serão traduzidas, verificar se falta apostila e, a partir disso, estimar o custo com segurança.

O que não é possível é dar um valor confiável no escuro, sem saber o que a decisão diz. Qualquer número dado antes disso é chute.

E se eu deixar como está?

Vale considerar o custo de não fazer nada, que costuma ser invisível até o dia em que aparece. Enquanto a situação não é regularizada no Brasil, é comum a pessoa descobrir o problema no pior momento: ao tentar casar de novo, vender um bem, comprovar a guarda de um filho, cobrar uma pensão ou atualizar documentos.

Nessas horas, além da urgência, o custo tende a ser maior — porque some a possibilidade de escolher o momento e o ritmo.

Perguntas frequentes

Vocês informam o valor pelo site?

Não, e por um motivo: sem ver a decisão estrangeira, qualquer valor seria chute. Depois de analisar o documento, dá para apresentar o custo com clareza.

Por que a tradução pesa tanto?

Porque é cobrada por página, e decisões estrangeiras costumam vir longas, com anexos. Traduzir só o necessário, na ordem certa, evita gasto repetido.

O processo no cartório também tem custo?

Sim, o cartório cobra sua taxa, definida por tabela estadual. Mesmo assim, costuma ser bem menor que o custo de um processo judicial.

Existe gratuidade?

Em processos judiciais, quem não pode pagar as custas sem prejuízo do próprio sustento pode pedir o benefício da gratuidade, que o tribunal analisa. Isso é avaliado caso a caso.

Como faço para ter uma estimativa do meu caso?

O caminho é enviar a decisão estrangeira para análise. A partir dela, identificamos o procedimento e os custos envolvidos.

Quer uma estimativa para o seu caso?

Envie a sua decisão estrangeira para análise. A partir dela, indicamos o caminho adequado e os custos envolvidos, sem chute.

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As informações desta página são gerais e explicativas. Como cada caso tem detalhes próprios, o ideal é conversar com um advogado antes de decidir os próximos passos.